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De repente, uma voz ecoou pelos corredores do mausoléu:
-HAHAHAHA! Eu sou a bruxa má do Oeste! Meu nome é Rosemary Siliconovich, e quero esses seus sapatos vermelhos cintilantes para a minha coleção de acessórios esdrúxulos!
-Putz-disse Camila- o q q é isso no meu pé? Ppode tirar, é todo teu!
Neste momento, uma luz diáfana iluminou o recinto, e eis que surge uma criatura envolta em uma aura de bondade.
-Olá, eu sou Ange, a fada do Leste. Camila, vc não deve deixar Rosemary Siliconovich colocar as mãos nestes sapatos, ou ela irá usá-los para ofuscar a visão dos alunos em suas aulas, deixando-os cegos para sempre! Vá, corra! Eu deterei esta bruxa por algum tempo! Procure O mágico de Ius, pois ele lhe mostrará o caminho de volta para casa.
Camila correu desesperadamente pelo prédio, até perder de vista as duas criaturas mágicas. Quando parou para recuperar o fôlego (q merda, eu tenho q parar de fumar!), ouviu uma voz esganiçada que dizia:
-Quem manda nessa faculdade sou eu!
Ao entrar em uma sala, ela se deparou com um ser de pequena estatura, que balançava freneticamente suas perninhas.
-Quem é vc? Perguntou ela.
-Sou Sérgius Muitumalus, e dou aula aqui. Infelizmente, não tenho cérebro e, por isso, ninguém me escuta.
-Eu sou Camila, e estou perdida aqui. Uma fada me disse para procurar o mágico de Ius, pois assim poderei voltar pra casa.
-Será que ele me ajuda a conseguir um cérebro? Já tentei " A porta da esperança" e o programa do Ratinho, mas eles me disseram q era impossível.
-Bom, vc pode vir comigo. Quem sabe esse mágico de Ius dá um jeito.
E partiram os dois, pulando e cantarolando pelos corredores da Faculdade
Aqui vai o primeiro capítulo de " O mágico de Oz na Faculdade de Direito"
Era uma vez.....
Uma jovem e inocente menina que morava em Ijuí, uma pequena cidade onde o verde extasiante das plantações provocava drásticos ataques de rinite na jovem Camila. A terra vermelha do lugar coloria seus dias, e sua existência era completamente bucólica e idílica.
Certo dia, a garotinha fora convidada para uma festa. Não familiarizada com o álcool, ela sucumbiu logo após a décima segunda dose de vodka. Quando abriu os olhos, ela não consegui reconhecer nada ao seu redor. Ela estava em um prédio antigo, cujas paredes eram repletas de quadros de formatura cuja idade só poderia ser estimada com uma datação por carbono. Camila se levantou, ainda um pouco tonta, e disse:
-Acho que não estou mais em Ijuí.