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Amor....ele se manifesta de diversas. Pode ser em um soneto de Shakespeare, em uma letra de música dos Beatles ou da Kelly Key, em um abraço reconfortante de um amigo, em um sorriso, em um olhar.
Para alguém que cresceu só tomando ciência do amor materno, cada variação do amor q eu conheço me surpreende. Há algum tempo atrás, eu pensava (erroneamente) q precisava ter em minha vida este amor passional do qual falam os livros. Imaginava q, assim como mtas de minhas amigas, devia encontrar um objeto-sujeito de devoção, para q ele fosse o destinatário dessa afeição carnal.
Mas isso, mais uma vez, seria contrariar a minha natureza. Hj percebo q grande parte dos meus tormentos foi causada por utilizar minhas habilidades teatrais para fazer alguém (e eu mesma) acreditar q eu o amava. Sim, fiz isso diversas vezes, qdo, na verdade, me contentaria plenamente em amar fraternalmente meus amigos e meus livros. Minha essência passional se restringe ao plano teórico.
Um ex-namorado me disse, certa vez, q eu vivia num mundo só meu e não deixava ninguém entrar. É verdade. Tenho um mundo idílico só meu, e q não deixo ninguém macular. Mas isso n significa q eu n viva neste mundo tbm. Significa q eu ainda tenho um refúgio desta realidade de desgraças, miséria e desigualdade q nos cerca. E é com esse outro mundo em mente q eu irei tentar mudar este. No fim, é tudo uma questão de amor. Amor por vc e pelos q te cercam, amor pela existência em si ou mesmo pelo Brad Pitt. Só o amor move o mundo. Em muitos casos, infelizmente, o amor pelo dinheiro.